quinta-feira, 7 de junho de 2018

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Leitura de Imagens

Ao lermos um texto, muitas vezes, não damos importância às imagens que ele apresenta. Ao contrário do que pensamos, essas não são meramente ilustrativas, pois trazem informações importantes acerca do assunto abordado.
Em provas de vestibular é comum que as figuras apareçam como forma de trazer dados que nem sempre estão no texto, justamente para dificultar o trabalho do estudante, podendo ser vistas como um “pega”, logicamente a quem não se importar em avaliá-las.
Na verdade, as leituras de imagens fazem parte de nossas vidas. Quando olhamos um quadro tentamos imaginar o que o pintor retratou ali, nos reportamos à época do mesmo, avaliamos suas características gerais e individuais, sejam elas de objetos, paisagens, pessoas, animais, alimentos, etc. Dessa forma, identificamos os elementos ali presentes, se estão vivos ou mortos, se estão estáticos ou se movem e conseguimos até mesmo imaginar o que as pessoas conversavam.

A imagem trás dados importantes para se sair bem na prova
Interpretar uma figura durante uma prova não é diferente, é preciso utilizar esses mesmos recursos visuais e imaginários, relacionando-os aos conhecimentos próprios.
Fazer a interpretação de um gráfico pode levar o aluno a se diferenciar de seus concorrentes, que não olham para o mesmo, pois consideram perda de tempo.
Algumas questões aparecem com dois ou três gráficos para que os alunos façam uma comparação entre ambos e descrevam o que entenderam sobre cada um.
Se você não estiver acostumado a olhar e analisar imagens, é bom se voltar para estas durante a realização das provas, já que tem relevante valor de interpretação, além de trazer elementos que muitas vezes auxilia na leitura do texto.
Se fizer a leitura da imagem antes de ler o texto, essa facilitará na compreensão do mesmo, visto que você já conseguiu coletar dados relevantes
Mas fique atento para não perder informações, treine, observe, busque aumentar sua percepção diante de figuras. Exercite sua percepção todos os dias até a chegada das provas.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
REFERÊNCIA:https://brasilescola.uol.com.br/educacao/leitura-imagens.htm

terça-feira, 5 de junho de 2018




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Resultado de imagem para a importancia da biblioteca na escola

"Por que a sua escola deveria ter uma biblioteca?"

POR RICARDO FALZETTA
Biblioteca escolar
A resposta poderia começar com uma explicação bem direta: porque está na lei Nº 12.244, promulgada em 2010. Mas a legislação para bibliotecas escolares é apenas o fim de uma longa história por trás do direito ao livro. É preciso, sobretudo, compreender o direito à arte, à cultura e à informação que as bibliotecas proporcionam e o papel da escola nesse cenário.
Apesar de sermos um País democrático, há pouca democracia no acesso a espaços culturais, muitas vezes reservados a grupos sociais com maior poder aquisitivo ou onde a mobilidade seja mais fácil, como nos grandes centros urbanos. Segundo dados do IBGE de 2015, poucas cidades brasileiras dispõem de museus (37%), teatros (23,4%) ou cinemas (10,5%).
O mundo digital, apesar da potência para disseminar cultura e conhecimento, também está distante de boa parte das crianças e jovens de escolas públicas devido à má qualidade do acesso à internet e da falta de preparo para lidar com a cultura digital. Apenas 56% das escolas públicas utilizam os laboratórios de informática disponíveis, de acordo com a recém divulgada pesquisa TIC Educação 2016.
Outro dado interessante é o da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2015 que aponta que 30% da população brasileira nunca comprou um livro. Isso é compreensível, dado que, por uma série de fatores que vão desde as pequenas tiragens até o custo da matéria-prima, o livro ainda é artigo de luxo por aqui.
É nessa aridez de circulação de ideias e arte, portanto, que as bibliotecas escolares surgem não apenas como equipamentos fundamentais para o incentivo às práticas de leitura como também espaço de contato com diferentes suportes tecnológicos e diversidade cultural, como pontua Sandra Medrano, coordenadora pedagógica daComunidade Educativa CEDAC.
Os dois modelos presentes nas escolas brasileiras são as salas de leitura e as bibliotecas. O primeiro não exige bibliotecário e o segundo, sim. Independentemente disso, os dois funcionam como canais de promoção da leitura e da cultura e devem estar presentes em todos os estabelecimentos de ensino. Mas não é isso o que acontece. Segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica, do Todos Pela Educação, em parceria com a Editora Moderna, apenas 13,3% das pré-escolas têm salas de leitura; 46,4% das escolas de Ensino Fundamental têm bibliotecas ou salas de leitura; no Ensino Médio, o índice é de 86,5%.
Além disso, ter o espaço não é tudo. Dada sua centralidade na democratização do saber e da fruição estética, as bibliotecas ou salas de leitura precisam contar com acervos, equipamentos e profissionais de qualidade. Medrano descreve algo que em nada lembra o modelo que vem à mente de muitos quando se fala de bibliotecas:
- Deve ter uma variedade de materiais impressos e digitais: livros, revistas, jornais, gibis, folhetos, fanzines, considerando a diversidade de gêneros e a diversidade da produção.
- Deve contar com meios para acesso às produções e às novas formas de leitura, computadores, tablets, leitores digitais e com formas para produção e compartilhamento de informações, como projetores, filmadoras, copiadoras, máquinas fotográficas etc.
- É preciso contar com uma equipe de profissionais formada e consciente de suas atribuições como mediadores e formadores de leitores. Profissionais que possam criar e propor atividades de exploração e apropriação dos acervos e também de buscas de novas fontes, que formem estudantes interessados pela informação.
- O local também deve contar com espaço para exposição e acesso facilitado aos acervos (físicos e digitais) e equipamentos, mobiliário que permita o manuseio.
Dessa maneira, não se trata de juntar num canto uma série de livros que logo se transformam em depósito de poeira. Christine Fontelles, outra especialista no assunto e coordenadora da campanha "Eu Quero Minha Biblioteca", além de endossar todos os pontos levantados por Medrano também destaca a importância da abertura das bibliotecas escolares à comunidade. Esse equipamento deve permitir que os livros circulem entre alunos e pais (seja via empréstimo, seja em atividades de compartilhamento de leitura), fortalecendo uma comunidade leitora mais ampla. Na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, acontece uma experiência inspiradora. 
A rede municipal de ensino oferta, desde 2007, as Bibliotecas Escolares Interativas (BEIS) que abrem uma vez por semana para que pais e vizinhos possam utilizar o espaço e fazer empréstimos.
A sala de leitura ou biblioteca também deve estar orientada ao público que ela atende, é o que pontua Fontelles, fornecendo um acervo com obras que atendam à demanda dos frequentadores, sem deixar de lado a qualidade literária, e organizado de maneira a facilitar o acesso – por exemplo:  acervos com sessões separadas por cores.
Caso a escola de sua comunidade não tenha biblioteca ou o potencial da existente esteja sendo mal explorado, fale com a direção da escola. Vale ressaltar que as creches e pré-escolas também devem possuir salas de leitura ou bibliotecas, pois a cultura escrita não tem idade e quanto mais cedo o contato com ela maiores as chances de desenvolver bem o hábito leitor.
Como foi citado no início do texto, a biblioteca escolar é assegurada em lei e deve ser universalizada até 2020. Apesar disso, nem mesmo o Governo Federal, responsável pela compra dos acervos, tem colocado esses equipamentos em sua lista de prioridades. Desde 2013, o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) está paralisado e não compra livros.
Sociedade e poder público devem trabalhar juntos pela universalização e garantia de qualidade das bibliotecas escolares e salas de leitura. Negligenciá-las é negar uma Educação Integral, o direito à arte e à cultura.

*Com a colaboração de Pricilla Kesley, jornalista do Todos Pela Educação


REFERÊNCIA:https://blogs.oglobo.globo.com/todos-pela-educacao/post/porque-sua-escola-deveria-ter-uma-biblioteca.html


quarta-feira, 30 de maio de 2018

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EDUCAÇÃO NO CAMPO

Falta de estrutura no transporte e nas instalações.

A educação no meio rural, no Brasil, ainda tem muito a desenvolver. A falta de políticas educacionais voltadas para esse fim caracteriza a desvalorização do homem do campo, estabelecendo uma vida limitada aos seus filhos.
São grandes as dificuldades encontradas pelas trilhas por onde passam as crianças e jovens desse meio, que procuram adquirir conhecimentos, mas também um lugar para conviver com pessoas da mesma idade, ampliando suas relações sociais.
Pesquisas recentes comprovam que o insucesso nesse meio de educação atinge os 40%, além de ter 70% dos alunos em séries incompatíveis com as idades. As escolas do campo normalmente são compostas de apenas uma sala de aula, tendo que se desenvolver um trabalho de sala multisseriada, com mistura de idades e de conteúdos.
Sem contar na estrutura dos prédios, muitos deles ainda de taipa, madeira, alvenaria, sem iluminação e circulação de ar adequadas, faltando carteiras e outros materiais.
Além disso, chegar à escola é um grande problema, as distâncias são quilométricas, faça chuva ou faça sol, pondo em risco a integridade física e emocional dos alunos e funcionários, além do cansaço por ter que acordar muito cedo para chegar à escola depois de horas de caminhada.
Os currículos geralmente não são interessantes, não atraem os estudantes, pois fogem à realidade de suas vidas e não adianta incutir a cultura da cidade aos mesmos. Pelo contrário, esses devem ser adaptados à realidade local, valorizando aquilo que faz parte da vida dos alunos e de suas famílias.
Os calendários também devem ser adaptados, pois o período de férias coincide com a colheita das safras, o que causa o afastamento de muitos alunos, que precisam ajudar seus pais.
Nas faculdades, não temos formação específica em salas multisseriadas, gerando outro ponto controverso nas escolas do campo. Os profissionais que atuam dessa forma buscam alternativas por serem apaixonados pelo processo de ensinar e aprender, mas não contam com apoio das secretarias municipais, muitas vezes adquirindo materiais com recursos próprios.
Por mais que o governo lance campanhas de qualificação profissional, construção de novas escolas rurais, como as escolas-núcleo, que possuem uma estrutura melhor, essas se localizam em distintas regiões rurais, ocasionando o problema do transporte, além dos ônibus velhos, sem reparos, sem cintos de segurança, e da falta de verba para o seu abastecimento; pois muitas vezes tais problemas não são solucionados pelo governo municipal.
Vemos que os investimentos são baixos, carecendo de maior dedicação, olhares mais voltados para as verdadeiras necessidades dessa população.
E por tantos problemas, não há como fugir da evasão escolar nos meios rurais. Triste realidade do Brasil!
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
REFERÊNCIA:https://educador.brasilescola.uol.com.br/orientacoes/educacao-no-campo.htm

terça-feira, 28 de novembro de 2017


Piaget e sua teoria sobre a aprendizagem

julho 31, 2017 em Psicologia


Piaget e sua teoria da aprendizagem
Jean Piaget é um dos nomes escritos com letras de ouro na psicologia. Sua teoria sobre a aprendizagem cognitiva infantil faz com que o conheçamos hoje em dia como o pai da pedagogia moderna. Ele descobriu que os princípios da nossa lógica começam a se instalar antes da aquisição da linguagem, gerando-se através da atividade sensorial e motora em interação com o meio, especialmente com o meio sociocultural.
O desenvolvimento psíquico, que se inicia com o nascimento e termina na idade adulta, é comparável ao crescimento orgânico: assim como este último, consiste essencialmente em um caminho até o equilíbrio. Da mesma forma que o corpo evolui até um nível relativamente estável, caracterizado pelo final do crescimento e pela maturidade dos órgãos, a vida mental também pode ser concebida como se evoluísse na direção de uma forma de equilíbrio final, representado pela pessoa adulta.
Sua influência na psicologia da aprendizagem parte da consideração de que esta se realize por meio do desenvolvimento mental, através da linguagem, das brincadeiras e da compreensão. Para isso, a primeira tarefa do educador é a de gerar um interesse como instrumento com o qual poder entender e atuar com o aluno. Estas investigações, realizadas há quase quarenta anos, não tentam unicamente conhecer melhor a criança e aperfeiçoar os métodos pedagógicos ou educativos, mas também incluem a pessoa.
A ideia principal de Piaget é de que é indispensável compreender a formação dos mecanismos mentais da criança para captar sua natureza e seu funcionamento no adulto. Sua teorização pedagógica se baseou na abordagem psicológica, lógica e biológica. Assim fica encarnado em sua definição da ação de pensar, onde se parte de pilares condicionados pela genética e se constrói através de estímulos socioculturais.
É assim que se configura a informação que a pessoa vai recebendo. Esta informação é aprendida sempre de um modo ativo, por mais inconsciente e passivo que pareça o processamento da informação.
“O objetivo principal da educação nas escolas deveria ser a formação de homens e mulheres que são capazes de fazer coisas novas, e não simplesmente de repetir o que outras gerações fizeram; homens e mulheres que são criativos, inventivos e descobridores, que podem ser críticos, verificar, e não aceitar, tudo que lhes é oferecido”.
-Jean Piaget-

Aprender para se adaptar

Segundo a Teoria da Aprendizagem de Piaget, a aprendizagem é um processo que só tem sentido diante de situações de mudança. Por isso, aprender é, em parte, saber se adaptar a estas novidades. Esta teoria explica a dinâmica de adaptação por meio dos processos de assimilação e acomodação.
A assimilação se refere ao modo como um organismo enfrenta um estímulo do entorno em termos de organização atual, enquanto a acomodação implica uma modificação da organização atual em resposta às demandas do meio. Por meio da assimilação e da acomodação vamos reestruturando cognitivamente nossa aprendizagem ao longo do desenvolvimento (reestruturação cognitiva).
Jean Piaget
A acomodação ou ajuste é o processo por meio do qual o sujeito modifica seus esquemas, estruturas cognitivas, para poder incorporar novos objetos a esta estrutura.Isso pode ser conseguido a partir da criação de um novo esqueça ou da modificação de um esquema já existente, de maneira que o mesmo estímulo e seu comportamento natural e associado possam se integrar como parte do mesmo.
Assimilação e acomodação são dois processos invariáveis do desenvolvimento cognitivo. Para Piaget, assimilação e acomodação interagem mutuamente em um processo de equilíbrio. Isso pode ser considerado um processo regulador, em um nível mais alto, que dirige a relação entre a assimilação e a acomodação.
John Lennon dizia que a vida é o que acontece enquanto estamos fazendo outros planos, e muitas vezes parece que isso é verdade. Os seres humanos precisam de uma certa segurança para viverem tranquilos, e por isso criamos a ilusão da permanência, de que tudo é estático e nada muda, mas não é assim que funciona. Tudo está em constante mudança, incluindo nós mesmos, mas não somos conscientes disso, até que a mudança é tão evidente que já não temos mais remédio a não ser enfrentá-la.

Socializamos por meio da linguagem

Durante a primeira infância assistimos a uma transformação da inteligência. De ser simplesmente sensorial e motora ou prática, ela se transforma em pensamento propriamente dito, sob a dupla influência da linguagem e da socialização.
A linguagem, em primeiro lugar, ao permitir que o sujeito possa explicar suas ações, facilita a reconstrução do passado, e, portanto, permite evocar em sua ausência os objetos até os quais foram dirigidas as condutas anteriores. Também nos permite antecipar as ações futuras ainda não executadas, e até substituí-las às vezes unicamente pela palavra, sem nunca as realizar. Este é o ponto de partida do pensamento como processo cognitivo e do próprio pensamento de Piaget.
Teoria da aprendizagem de Piaget
A própria linguagem une, em efeito, conceitos e noções que pertencem a todos e que reforçam o pensamento individual por meio de um amplo sistema de pensamento coletivo. Neste último pensamento está mergulhada virtualmente a criança quando consegue dominar a palavra.
Neste sentido, com o pensamento acontece o mesmo que com o comportamento considerado globalmente. Em vez de se adaptar totalmente às novas realidades que descobre e constrói paulatinamente, o sujeito deve começar por uma incorporação trabalhosa dos dados ao seu eu e à sua atividade, e esta assimilação egocêntrica caracteriza tanto os inícios do pensamento da criança quanto os de sua socialização.
“A boa pedagogia deve mostrar à criança situações nas quais ela experimente, no sentido mais amplo da palavra. A linguagem nos ajuda a antecipar estas situações”.
-Jean Piaget-

O comportamento como motor da evolução

Em 1976 Piaget publicou um pequeno livro intitulado “O comportamento, motor da evolução”. Nele, ele expõe uma perspectiva sobre a função do comportamento como fator determinante da mudança evolutiva, e não como um mero produto da mesma, que seria resultado de mecanismos independentes da ação dos organismos.
Piaget discute, principalmente, com as posturas neodarwinianas, já que considera que a evolução biológica não ocorre somente por seleção natural, entendida exclusivamente como o produto de uma variabilidade genética aleatória e taxas diferenciadas de sobrevivência e reprodução em função de vantagens adaptativas verificadas a posteriori.
A partir desta perspectiva, se trataria de um processo independente das condutas do organismo, e somente se explicaria pelas consequências, favoráveis ou desfavoráveis, das mudanças fenotípicas causadas por mutações absolutamente azaradas e sua transmissão ao longo das gerações.
Evolução humana para Piaget
O comportamento, para Piaget, constitui uma manifestação da dinâmica global do organismo como um sistema aberto em interação constante com o meio. Seria também um fator de mudança evolutiva, e para tentar explicar os mecanismos pelos quais o comportamento cumpriria esta função, recorre ao conceito de epigênese e ao seu próprio modelo explicativo da adaptação em termos de assimilação e acomodação. Por epigênese se entende a interação recíproca entre genótipo e ambiente para a construção do fenótipo em função da experiência.
Piaget sustenta que toda conduta tem a necessária intervenção de fatores internos. Ele também aponta que todo comportamento animal, incluindo o humano, envolve uma acomodação às condições do medo, tanto como sua assimilação cognitiva, entendida como integração a uma estrutura comportamental prévia.
“Quando você ensina algo a uma criança, rouba para sempre a sua oportunidade de descobrir por si mesma”.
-Jean Piaget-

Contribuições de Piaget para a educação atual

As contribuições de Piaget para a educação são consideradas de extrema importância. Piaget é o fundador da psicologia genética, que afetou significativamente a teoria e a prática educativa que foram geradas ao redor desta, que foi variando através do tempo dando lugar a diferentes formulações. Cabe mencionar que foram desenvolvidos muitos trabalhos a partir das contribuições de Piaget.
O trabalho de Jean Piaget consiste em suas descobertas do pensar humano a partir de uma perspectiva biológica, psicológica e lógica. É necessário esclarecer que o conceito de “psicologia genética” não está aplicado em um contexto unicamente biológico ou fisiológico, pois não se refere nem se baseia nos genes; é rotulado como “genética” por ser desenvolvido com respeito à gênese, origem do princípio do pensamento humano.
Teoria da aprendizagem de Piaget
Uma das grandes contribuições de Piaget para a educação atual foi a de ter fundamentado que nos primeiros anos de educação da criança, o objetivo é alcançar o desenvolvimento cognitivo, a primeira aprendizagem. Para isso é indispensável e complementar o que a família tenha ensinado e estimulado na criança, permitindo-lhe aprender algumas regras e normas que possam ser assimiladas em um entorno escolar.
Outra contribuição de Piaget, que podemos ver refletidas nas escolas atuais, é que ateoria que se dá em uma sala de aula não é suficiente para dizer que o tema foi assimilado e aprendido. Neste sentido, a aprendizagem envolve mais métodos de pedagogia, como a aplicação dos conhecimentos, da experimentação e a demonstração.
A meta principal da educação é criar pessoas que sejam capazes de inovar, não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram. Pessoas que sejam criativas, inventivas e descobridoras. A segunda meta da educação é a de formar mentes que sejam críticas, que possam verificar, e não aceitar, tudo que lhes é transmitido como válido ou verdadeiro.
Um passeio pela teoria de Piaget permitiria a qualquer professor descobrir como funciona a mente de um aluno. A ideia central da teoria dele é de que o conhecimento não é uma cópia da realidade, e sim o produto de uma inter-relação da pessoa com seu entorno. Portanto, seria sempre individual, particular e peculiar.
“O segundo objetivo da educação é formar mentes que possam ser críticas, que possam verificar, e não aceitar, tudo que lhes é oferecido. O grande perigo de hoje são os lemas, opiniões coletivas, as tendências já formadas de pensamento. Temos que ser capazes de nos opor de forma individual, para criticar, para distinguir entre o que está certo e o que não está”.
-Jean Piaget-

Os desafios para a educação brasileira .

  Os desafios para a educação brasileira em 2022 POR  INGRID MATUOKA A pandemia e as desigualdades que foram ampliadas a partir dela, a reto...