sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Mãe desabafa sobre dificuldades para encontrar escola para filhas com deficiência; veja no 'Encontro'

A psicóloga Silvia Quintan, que é mãe de trigêmeos, lamenta situação: 'Não podemos morrer na busca pela educação'
 psicóloga Silvia Quintan postou um vídeo emocionante na internet contando que não consegue vaga em nenhuma escola para suas duas filhas que possuem necessidades especiais. Ela, que é mãe de trigêmeos, contou, no Encontro, sua história de superação e a saga enfrentada diante das negativas das instituições de ensino.
Mãe conta dificuldades para encontrar escola para filhos com deficiência (Foto: TV Globo)Mãe desabafa no 'Encontro' (Foto: TV Globo)
"Eles nasceram bem, sem nenhum problema. Mas, com oitos dias de vida, as meninas tiveram uma hemorragia e estavam correndo risco de morte. As duas tiveram que passar por uma cirurgia. Escutei dos médicos que uma delas ficaria cega, surda e sem andar. Depois, minha outra filha, foi diagnosticada com câncer. O tumor tinha 20cm, sendo que ela media 68cm na época. Nós superamos o câncer, não podemos morrer na busca pela educação", disse.
A defensora pública Larissa Davidovich esclareceu que as escolas, tanto públicas quanto privadas, não podem recusar nenhum aluno. "Existe uma lei. É crime recusar a entrada de criança na escola por ter deficiência. Isso é uma covardia e crueldade", alertou.
Silvia revelou o que acontece quando vai até as escolas para tentar matricular suas filhas. "Estou representando mães que sofrem caladas. São três anos que venho em uma luta insana. Não dá para eu ficar neste ciclo. Quando eu recebi as negativas das escolas, resolvi criar um projeto de inclusão e propor uma parceria, mas não adiantou. Desejo que as escolas possam nos ouvir. É muito difícil pensar que tenho que colocar meu filho de 'goela abaixo' na escola", reforçou.
referência
 http://gshow.globo.com/tv/noticia/2015/10/mae-desabafa-sobre-dificuldades-para-encontrar-escola-para-filhas-com-deficiencia-veja-no-encontro.html

quinta-feira, 5 de novembro de 2015




referência

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Publicado em: 06/07/2013

Educação inclusiva: saberes e práticas para lidar com as diferenças


Por  
Jornalista. Acadêmica do curso de Publicidade e Propaganda do CEULP/ULBRA

No dicionário podemos ler o significado de inclusão como o ato ou efeito de incluir. Ao lermos esse significado percebemos o quanto é necessário lutarmos para que haja verdadeiramente a inclusão dentro de nossa sociedade.
Aqui trataremos especificamente da inclusão de alunos com deficiências dentro das escolas. A presença cada vez maior de alunos com deficiência intelectual no sistema educacional convencional está fazendo com que as escolas reflitam sobre a necessidade de adaptar seus conceitos pedagógicos.  Segundo o Censo Escolar, entre 2005 e 2011, as matrículas de crianças e jovens com algum tipo de necessidade especial (intelectual, visual, motora e auditiva) em escolas regulares cresceu 112% e chegou a 558 mil.
O trabalho de inclusão de alunos com deficiência é um desafio para as escolas, uma vez que ainda é muito difícil lidar com a diferença, principalmente no ambiente escolar.
A inclusão é uma inovação, cujo sentido tem sido muito distorcido dentro das escolas e do ensino regular. Inserir alunos com déficits de aprendizagem dentro das salas de aula, nada mais é que garantir o direito de todos à educação, garantido pela Constituição.
Procuramos descobrir como de fato acontece essa inclusão dentro das Escolas de Ensino Regular e, para isso, fizemos algumas visitas à Escola Estadual Amâncio de Moraes, na cidade de Paraíso do Tocantins, que trabalha com salas de recursos para atender alunos com deficiência e também possui vários alunos especiais dentro das salas de Ensino Regular. A escola é referência no atendimento a alunos especiais, chegando até mesmo a ser procurada por outras escolas para auxiliar nesse trabalho.

O (En)Cena conversou com a Coordenadora Pedagógica da escola, Alcilene Caldeira, a fim de entender como é realizado esse trabalho tão desafiador.

(En)Cena - Quantas crianças com algum tipo de necessidade especial estão matriculadas na escola?
Alcilene - Atualmente são 21 alunos matriculados na sala de recurso, um local elaborado para atender os alunos com necessidades especiais. Além dos 21, há outros nove alunos que não estão inclusos na sala de recursos, pois não possuem laudo médico. Para que o estudante seja incluso na sala de recursos, é necessário que passe por um médico psiquiatra, psicólogo e neurologista, esses profissionais devem dar um laudo da doença.

(En)Cena - Quais os recursos adequados que a escola tem para dar assistência a esses alunos?
Alcilene - Temos a sala de recursos, feita especialmente para os alunos especiais, na sala nós temos computador próprio para deficientes visuais e auditivos, jogos educativos acessíveis, ou seja, materiais apropriados pra eles. Também temos o privilégio de ter uma intérprete de libras.

(En)Cena - Quais os maiores desafios enfrentados por vocês professores em relação a lidar com os alunos especiais?
Alcilene - Diante das dificuldades, penso que a maior seja a da qualificação profissional ideal. Pelo fato de na sala de aula haver diversos deficientes, exigindo do professor uma capacitação adequada para cada tipo de deficiência, tornando o trabalho quase impossível..

(En)Cena - O conteúdo transmitido aos alunos especiais é o mesmo que é transmitido aos outros alunos?
Alcilene - O conteúdo passado para os alunos é o mesmo, a diferenciação vem na hora da avaliação.

(En)Cena - A inclusão aparece para mostrar que todas as pessoas são diferentes. Como a escola lida com essa diferença? Como é feita a inclusão na Escola Estadual Amâncio de Moraes?
Alcilene - Para que a escola possa lidar com essa diferença, o trabalho é contínuo. Aqui, os especiais são tratados normalmente. Claro que há problemas, pois os alunos são mais alterados que os demais, diante disso o cuidado com eles é redobrado, os horários entre os alunos são os mesmos, tanto no intervalo quanto nas salas de aula.

(En)Cena - Os alunos especiais sentem-se integrados com os demais alunos?
Alcilene - Os alunos especiais se sentem integrados diante dos outros. Escola nenhuma em Paraíso vocês encontram uma sala regular com alunos especiais. Alunos estes com Síndrome de Down, Deficiência Mental entre outras deficiências. Os pais ficam admirados com o trabalho que os professores fazem.


(En)Cena - A escola tem algum programa/programação específico(a) para os alunos com necessidades especiais?
Alcilene - Quanto às programações específicas para os alunos, a escola desenvolve um projeto durante uma semana inteira voltado para os alunos especiais, todos se mobilizam para a realização do projeto.

(En)Cena - Como é o apoio do governo? O que ainda falta para melhorar o atendimento a esses alunos?
Alcilene - Com relação à contribuição do governo, o auxilio é pouco. Porque em Paraíso, nós somos a única escola que trabalha com esta inclusão. Temos os alunos na sala de recursos, e também alunos matriculados na sala regular. Por exemplo, temos uma sala de 17 alunos onde 6 deles são especiais. É muito difícil pelo fato de ainda faltar material pedagógico e capacitação dos profissionais em sala de aula.
Ao conversar e vivenciar um pouco dessa realidade percebemos que a inclusão exige uma mudança de mentalidade de todos e requer muito mais que recomendações técnicas para que aconteça realmente. É necessário entendermos que somos seres humanos e vivemos em um contexto embasado na diversidade. Essa educação inclusiva só será feita verdadeiramente quando passarmos a valorizar a diversidade em que vivemos.


A escola inclusiva não faz distinção entre seres humanos, não seleciona, não diferencia baseado nos conceitos de perfeitos ou imperfeitos, “normais” e “anormais”. Ela oferece oportunidades livre de preconceitos.
 referência 
http://ulbra-to.br/encena/2013/07/06/Educacao-inclusiva-saberes-e-praticas-para-lidar-com-as-diferencas

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Primeira professora com Down do país ganha prêmio nacional de educação


 professora potiguar Débora Seabra, 33 anos, primeira educadora com síndrome de Down do país, recebeu no final de outubro o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2015, em Brasília. Ela foi considerada exemplo no desenvolvimento de ações educativas no Brasil. O prêmio é promovido pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e acontece anualmente.
Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
Débora Seabra foi uma das ganhadoras do Prêmio Darcy Ribeiro
Débora é formada em Magistério em nível médio na Escola Estadual Professor Luis Antônio, em Natal (RN), com estágio na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Trabalha há dez anos como professora e hoje atua na Escola Doméstica, um colégio particular da sua cidade.
A professora roda o Brasil e já foi em outros países, como Argentina e Portugal, para falar sobre o combate ao preconceito na sala de aula.  Em 2013, ela lançou o seu primeiro livro, chamado “Débora conta histórias”, recheado de fábulas infantis.
referência.
https://catracalivre.com.br/geral/educação-3/indicação/primeira-professora-com-down-do-pais-ganha-premio-nacional-de-educação/

Os desafios da Educação inclusiva: foco nas redes de apoio.

Para fazer a inclusão de verdade e garantir a aprendizagem de todos os alunos na escola regular é preciso fortalecer a formação dos professores e criar uma boa rede de apoio entre alunos, docentes, gestores escolares, famílias e profissionais de saúde que atendem as crianças com Necessidades Educacionais Especiais


Inclusão no Brasil e Educação especial na escola regular

Daniela Alonso, especialista em Educação Inclusiva e selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10
O esforço pela inclusão social e escolar de pessoas com necessidades especiais no Brasil é a resposta para uma situação que perpetuava a segregação dessas pessoas e cerceava o seu pleno desenvolvimento. Até o início do século 21, o sistema educacional brasileiro abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a escola especial - ou o aluno frequentava uma, ou a outra. Na última década, nosso sistema escolar modificou-se com a proposta inclusiva e um único tipo de escola foi adotado: a regular, que acolhe todos os alunos, apresenta meios e recursos adequados e oferece apoio àqueles que encontram barreiras para a aprendizagem.
A Educação inclusiva compreende a Educação especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.
Há, entretanto, necessidades que interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e que exigem uma atitude educativa específica da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.
A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. O respeito aos direitos e liberdades humanas, primeiro passo para a construção da cidadania, deve ser incentivado.
Educação inclusiva, portanto, significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. A opção por este tipo de Educação não significa negar as dificuldades dos estudantes. Pelo contrário. Com a inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas como diversidade. É essa variedade, a partir da realidade social, que pode ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência a todas as crianças.
Preservar a diversidade apresentada na escola, encontrada na realidade social, representa oportunidade para o atendimento das necessidades educacionais com ênfase nas competências, capacidades e potencialidades do educando.

Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educação inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados, o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. (CARVALHO, 2005).


 referência 
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/palavra-especialista-desafios-educacao-inclusiva-foco-redes-apoio-734436.shtml





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