quinta-feira, 27 de junho de 2019

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Psicopedagogia: o que é, importância e atuação profissional

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Você sabe o que é psicopedagogia e onde ela se aplica?
Entender como o conhecimento é construído, descobrir os processos de aprendizagem humana e permitir uma educação mais eficiente.
Todas essas são questões relacionadas a esse vasto campo.
Mas há muito mais a saber sobre a sua importância e também sobre as possibilidades de atuação de um profissional formado em psicopedagogia.
Ao longo do artigo, vamos esclarecer esses e outros pontos sobre o assunto.
Este é um verdadeiro guia para quem está considerando seguir por esse caminho, mas ainda convive com dúvidas e incertezas.
Pronto para começarmos?

O que é psicopedagogia?

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A psicopedagogia, como o próprio nome já sugere, vem da união dos saberes de duas áreas, a psicologia e a pedagogia.
Mas a verdade é que se trata de um campo ainda mais multidisciplinar, que aborda conhecimentos da antropologia e até mesmo da neurologia.
O objetivo é um só: entender todo o processo que leva o ser humano a assimilar e construir o conhecimento.
Afinal, desde que nascemos, estamos expostos a um universo de possibilidades, o que significa estarmos em constante aprendizagem.

História da psicopedagogia

Com origem na Europa, a psicopedagogia surgiu como uma forma de trazer respostas às dificuldades de aprendizagem e suas conexões com as disparidades sociais.
Os primeiros centros psicopedagógicos foram criados em 1946 por Juliette Favez-Boutonnier e George Mauco.
Nesses locais, eram recebidas crianças que apresentavam comportamentos considerados inadequados, fosse na escola ou em casa, além daquelas que demonstravam alguma dificuldade para aprender.
A ideia proposta era a de conhecer não só a criança, mas também o meio no qual ela estava inserida, como forma de determinar ações reeducadoras.   
A corrente europeia, posteriormente, exerceu influência direta no desenvolvimento da psicopedagogia na Argentina – sendo, mais tarde, Buenos Aires a primeira cidade a oferecer o curso de formação na área.

Traços históricos da psicopedagogia no Brasil

O Brasil, por sua vez, acabou se espelhando no país vizinho para o desenvolvimento da psicopedagogia, que chegou por aqui na década de 1970.  
Isso aconteceu, sobretudo, pela proximidade geográfica e também pela facilidade de acesso à literatura.
Vale destacar que os primeiros passos da psicopedagogia no Brasil ocorreram em um período no qual dificuldades de aprendizagem eram encaradas como disfunção cerebral mínima (DCM).
Um dos principais obstáculos, presente ainda hoje, é o modo como essa abordagem maquia a existência de problemas que são sociopedagógicos.

O que faz o psicopedagogo?

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Como já citamos no início do texto, estamos sempre em contato com novos aprendizados.
O papel do psicopedagogo, então, é compreender como assimilamos cada um deles desde que somos apenas recém-nascidos até a fase adulta.
Com isso, o profissional tem a oportunidade de identificar problemas, que podem ser dificuldades ou até mesmo transtornos, e encontrar alternativas para melhorar o processo de ensino e garantir que os conteúdos possam ser absorvidos e compreendidos.
Também cabe a ele decifrar a origem da dificuldade apresentada, que pode ser mental, social, física e mesmo emocional.
É possível ainda que o psicopedagogo atue no desenvolvimento de ações preventivas, a partir do acompanhamento, sobretudo de crianças.

Qual a importância da psicopedagogia?

Depois de falarmos sobre a construção histórica dessa área do conhecimento e mesmo sobre a atuação do profissional, não é difícil compreender a importância do trabalho realizado pela psicopedagogia.
Afinal, podemos dizer que ela serve até mesmo como uma forma de empoderamentodaquele que apresenta algum tipo de dificuldade no processo de aprendizagem.
E isso não vale apenas para a alfabetização, por exemplo. Também estão envolvidos fatores de ordem emocional.
Quando inserida no ambiente escolar, a psicopedagogia é uma estratégia que permite agir preventivamente, orientando professores e familiares sobre como identificar sinais de que existe alguma diferença significativa entre o aprendizado de um aluno.

Qual é o campo de atuação do psicopedagogo?

As possibilidades de atuação do profissional especializado em psicopedagogia são muitas – e têm se multiplicado ao longo dos últimos anos.
Por isso, vale a pena olhar com atenção antes de supor que esse profissional vai estar sempre alocado no ambiente escolar.

Onde o psicopedagogo pode atuar?

Nas escolas, ele pode tanto ajudar a identificar as dificuldades apresentadas pelos alunos quanto auxiliar na escolha de métodos mais eficientes de ensino ou até mesmo no aperfeiçoamento do currículo escolar.
Já nas empresas, a psicopedagogia tem como objetivo aumentar a absorção de conteúdos e, é claro, melhorar a performance dos colaboradores.
Também é possível que esse profissional crie sua própria clínica ou consultório, atendendo conforme sua disponibilidade e foco, tanto no âmbito clínico quanto institucional.
Outra opção é prestar assessoria a empresas e até mesmo a órgãos públicos.
Pensou que acabou? Ainda não.
Existe também a alternativa de atuar em hospitais, auxiliando pacientes que tenham passado por algum tipo de trauma que reduziu sua capacidade funcional ou resultou em alguma perda de memória.

Quais as diferenças entre a psicopedagogia clínica e institucional?

De maneira prática, a psicopedagogia pode ser dividida em duas grandes áreas: a clínica e a institucional.
Cada uma delas exige conhecimentos específicos e também oferece possibilidades distintas de aplicação.
Vamos entender melhor as diferenças?

Psicopedagogia clínica

Quem atua como psicopedagogo clínico trabalha em consultórios e faz o atendimento individual de cada paciente.
Mas atenção: ele não tem formação como médico.
É bastante comum que o seu atendimento seja realizado em parceria com outros profissionais, como psiquiatra, fonoaudiólogo ou neurologista. Tudo, é claro, depende do caso e das necessidades apuradas.
Esse profissional tem como principais atribuições apurar as causas que levaram à dificuldade de aprendizagem e oferecer soluções que ajudem a superar o problema.
Com uma linha de atuação terapêutica, também desenvolve técnicas remediativas.

Psicopedagogia institucional

O psicopedagogo institucional, de outra forma, atua com grupos de pessoas. Pode ser em escolas, hospitais e empresas, por exemplo.
Seu papel pode variar de instituição para instituição, mas suas atribuições costumam envolver a avaliação de comportamentos e a identificação de fatores que podem influenciar no desempenho individual, com repercussões coletivas.

Como é o mercado de trabalho?

psicopedagogia como e mercado de trabalho
A profissão de psicopedagogia ainda não está regulamentada no Brasil.
O mais perto disso ocorreu em 2014, após aprovação no Senado Federal.
Contudo, um requerimento solicitou a análise do projeto em plenário e, desde então, a pauta aguarda a sequência na tramitação.
Mas é importante que se diga que a ausência de regulamentação não torna a profissão ilegal. Inclusive, muitas são as atividades profissionais no país que carecem de legislação própria.
O projeto de lei estabelecia que o exercício da profissão era restrito a graduados em psicopedagogia, pedagogia ou psicologia ou a formados em um curso de licenciatura com especialização em psicopedagogia.
Na prática, é exatamente o que tem acontecido.

Quais são as exigências do mercado de trabalho?

Ao longo dos últimos anos, novas possibilidades se abriram ao psicopedagogo.
Além de todas as opções de atuação que já citamos anteriormente, tem crescido o número de empresas que buscam esse profissional para auxiliar na adaptação de pessoas com deficiência (PCD) que concorrem às vagas oferecidas.
Sempre lembrando que, hoje, a legislação define que ao menos 5% dos postos de trabalho precisam ser ocupados por PCDs.
E por falar em normas, com a consolidação da Lei da Palmada, o psicopedagogo também passou a conquistar espaço em instituições da área jurídica, prestando auxílio no processo de identificação de eventuais problemas que a criança esteja vivendo em seu lar.
Atualmente, as regiões Sul e Sudeste oferecem a maior quantidade de vagas na área, o que também tem a ver com a legislação.
Em São Paulo, por exemplo, existe uma lei municipal que exige a presença do psicopedagogo nas escolas que compõem a rede pública de ensino.

Quais os níveis de formação e modalidades de curso de psicopedagogia?

Já citamos as possibilidades disponíveis para que um profissional passe a atuar como psicopedagogo, certo?
Agora, vamos nos aprofundar em uma delas: o curso de especialização, seja ele de ensino a distância ou não – na sequência, também traremos mais detalhes sobre a graduação em psicopedagogia.
Hoje, a especialização está entre as principais escolhas de quem deseja seguir na área de psicopedagogia.
Ela é oferecida por instituições de ensino no formato de pós-graduação lato sensu e tem duração que varia entre dois e três semestres.
Embora a maioria tenha foco na psicopedagogia institucional, também é possível encontrar a oferta de formação que abrange também a área clínica.
O curso tem como um de seus principais objetivos formar profissionais preparados para promover a avaliação e a intervenção psicopedagógica a partir da identificação de dificuldades ou transtornos de aprendizagem.
O foco é oferecer suporte não só ao indivíduo, mas também aos seus familiares, a partir da perspectiva da inclusão e da diversidade.

Como é o curso de psicopedagogia?

psicopedagogia como curso
Se você ainda não possui uma graduação de nível superior e deseja seguir na área de psicopedagogia, pode optar por se tornar um bacharel.
No total, essa formação tem entre três e quatro anos de duração – tudo depende da instituição escolhida.
O acadêmico é capacitado para que possa auxiliar no aperfeiçoamento do desempenho de seus pacientes durante o processo de aprendizagem, como forma de permitir que eles próprios possam conhecer e superar suas dificuldades.
Trata-se de uma formação que promove o pensamento crítico dos profissionais e que oferece uma visão sensível e ética sobre o desenvolvimento humano e o ensino.  
Qual a grade curricular do curso?
A grade curricular do curso de graduação em psicopedagogia também pode variar muito de uma instituição para a outra. Ainda assim, existem pilares que sempre vão estar presentes ao longo da formação.
Veja quais são alguns deles:
  • Dificuldades no processo de aprendizagem
  • Diagnóstico em psicopedagogia
  • Inclusão e diversidade na educação
  • Intervenção psicopedagógica
  • Análise comportamental
  • Recreação e psicomotricidade
  • Fundamentos sociológicos e antropológicos da educação
  • Metodologia de alfabetização
  • Princípios teóricos da psicopedagogia
  • Neurociência e aprendizagem
  • Instrumentos de avaliação psicopedagógica
  • Gerontologia
  • Saúde mental.
Além disso, a graduação conta com estágios obrigatórios e a produção de um trabalho de conclusão de curso.

Quais as bolsas oferecidas para quem quer cursar psicopedagogia?

Assim como qualquer outra graduação, na psicopedagogia, é possível encontrar bolsas que ajudem a arcar com os custos da faculdade.
A mais conhecida delas é o Programa Universidade Para Todos (ProUni), do Governo Federal, na qual é possível conseguir isenção de até 100%, desde que você preencha os critérios.
Mas essa não é a única alternativa disponível.  
Educa Mais Brasil, por exemplo, é um programa de inclusão educacional que oferece bolsas de graduação e pós-graduação voltadas para a área.
O requisito para conseguir uma bolsa como essa é não ter condições de pagar o valor integral da mensalidade, além de não possuir vínculo prévio com a instituição de ensino.
E esses são só alguns exemplos.
Atualmente, é possível encontrar diversas opções de bolsa. Inclusive, algumas delas são concedidas a partir do desempenho alcançado pelo aluno no Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio.

Quais são as principais competências pessoais que o psicopedagogo precisa ter?

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Agora, se a sua dúvida em relação à psicopedagogia é uma questão de perfil, vale a pena ficar atento a algumas características que são essenciais para o dia a dia de um profissional da área.
Confira a lista que separamos com cinco delas:

Ética

Podemos dizer que essa não é uma qualidade necessária apenas para quem deseja seguir na psicopedagogia, não é mesmo?
Ter ética é um traço fundamental em qualquer área de atuação.
Por lidar com questões muitas vezes sensíveis e que costumam envolver crianças, no entanto, vale redobrar a atenção com esse aspecto.

Facilidade de comunicação

Ser um psicopedagogo exige que você seja uma pessoa comunicativa, que consegue se conectar com o outro de maneira rápida.
Afinal, não há melhor forma de entender os problemas vividos pelo outro do que a partir de uma boa conversa.
Para isso, no entanto, é preciso construir uma base de confiança.

Ser um bom ouvinte

Se saber se comunicar é essencial, o mesmo vale para saber ouvir.
Até porque a conversa precisa ser uma troca e não um monólogo.
Às vezes, pode até ser que você acabe ouvindo coisas que nada tem a ver com o tema em questão, mas é preciso saber que cada detalhe conta.
Percebê-los pode ser a diferença entre entender ou não por que existe a dificuldade de aprender.

Equilíbrio emocional

Lidar com situações tão complexas pode levar você a ouvir relatos difíceis de absorver. Por isso, equilíbrio emocional é uma característica fundamental.
Não que você precise ocultar suas emoções a todo o custo, mas começar a chorar ou agir de maneira agressiva durante uma consulta pode atrapalhar todo o tratamento e prejudicar o paciente em vez de ajudá-lo.
Para chegar a esse equilíbrio, é importante que você busque estar sempre bem consigo mesmo, para não deixar que suas próprias inseguranças ou dificuldades se tornem um problema.

Empatia

Saber se colocar no lugar do outro é mais uma dessas características que todo profissional – aliás, toda pessoa – deveria ter.
Quando estamos falando de lidar diretamente com humanos e oferecer suporte a eles, essa capacidade é ainda mais importante.

Comprometimento

Nessa profissão, você vai lidar com situações complexas, que exigem o máximo de comprometimento e dedicação.
A história de cada paciente é única e requer acompanhamento constante.
Conhecer cada um deles pelo nome, descobrir sua trajetória e auxiliar em um processo de desenvolvimento que pode exigir tempo são prerrogativas básicas.
Tenha tudo isso em mente antes de trilhar o seu caminho na área.

Qual o perfil do profissional?

Para além de características específicas, podemos dizer que o psicopedagogo precisa ser um profissional com perfil analítico, capaz de entender o todo.
Por exemplo, como diferentes fatores influenciam na dificuldade apresentada pelo paciente.
Além disso, ele costuma ser de caráter humanista e com forte senso de comprometimento e doação.
Vale ressaltar, no entanto, que estamos falando de um perfil geral.
Nada impede que pessoas com qualidades e visões diferentes dessas possam alcançar o sucesso na carreira.
O importante, no fim das contas, é entender se esse universo faz sentido para você e para as suas perspectivas de futuro.

Quanto ganha um psicopedagogo?

Outra pergunta bastante comum é quanto ganha um psicopedagogo.
A resposta, como não poderia ser diferente, varia muito de acordo com o tempo de experiência do profissional, o nível especialização e mesmo a área de atuação escolhida.
De acordo com o site Love Mondays, plataforma criada para que profissionais possam avaliar as empresas onde trabalham e oferecer parâmetros dos salários oferecidos, a média mensal é fica próxima aos R$ 3 mil.
No entanto, é possível encontrar registros que mostram variações entre R$ 1.200 e R$ 9.686.
Já para quem deseja trabalhar na área clínica, o importante é avaliar a média do valor cobrado por consulta. Nesse caso, a variação vai de 50 a 180 reais.

Conclusão

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O que você achou do nosso artigo sobre psicopedagogia? Encontrou as respostas que estava procurando?
Como deve ter percebido, essa é uma área que oferece inúmeras possibilidades de formação e atuação, mesmo que ainda seja pouco conhecida do grande público.
É uma alternativa, por exemplo, para quem sempre se identificou com os processos de educação, mas não queria ir para a sala de aula e ser professor.
Outro aspecto que pode facilitar a vida de quem precisa conciliar trabalho e estudos são as opções de ensino a distância, disponíveis tanto para graduação quanto pós-graduação.
Além disso, vale ressaltar que é uma carreira em crescimento, que ainda tende a se desenvolver – e muito.
Vale dizer ainda que, se você tem a meta de ajudar no desenvolvimento de pessoas, tal qual a psicopedagogia, você pode se tornar um coach.
Veja aqui como funciona essa metodologia.
Depois, divida a sua opinião e dúvidas com a gente! E se esse texto fez você lembrar de alguém, aproveite e compartilhe!

PSICOPEDAGOGIA: O QUE É E ONDE TRABALHAR?

Psicopedagogia: o que é e onde trabalhar?
Você tem interesse nos estudos sobre aprendizagem humana? Gosta de entender como construímos o conhecimento? Ou, ainda, gostaria de ajudar a melhorar o aprendizado e o desempenho das pessoas? Se respondeu “sim” para alguma dessas perguntas, então você precisa saber o que é psicopedagogia.
Trata-se de um conhecimento que, como o nome sugere, une duas áreas do saber: a psicologia e a pedagogia. A área de atuação do psicopedagogo é bastante ampla e muito importante para o auxílio de indivíduos com dificuldades no processo de aprendizagem.
Então, se você pensa em iniciar sua carreira nessa área ou está procurando por recolocação profissional, fique atento neste artigo. Nós vamos mostrar o que é a psicopedagogia, como é o mercado de trabalho e as principais características dessa profissão. Confira!

O que é psicopedagogia?

A psicopedagogia consiste em um saber científico que une, principalmente, os conhecimentos da psicologia e da pedagogia. Contudo, é uma área bastante multidisciplinar, abarcando também conhecimentos da neurologia, psicolinguística e antropologia, dentre outras disciplinas.
O psicopedagogo busca entender a maneira como o ser humano assimila e processa as informações, construindo, assim, os conhecimentos. Ele é responsável, portanto, pelo estudo dos processos do aprender humano em várias fases da vida, seja em crianças e adolescentes ou em adultos.
Desde a idade em que comunicamos as primeiras palavras, passando pela escola — período de intenso de assimilação de novas informações —, até a vida profissional, estamos em constante processo de aprender. Diante disso, essa profissão busca melhorar os métodos de ensino, tendo como principal finalidade garantir a compreensão dos conteúdos e facilitar o aprendizado.
No seu âmbito de ofício, o objetivo do psicopedagogo é identificar problemas — como dificuldades, distúrbios ou transtornos — bem como aplicar métodos para que uma pessoa tenha um melhor desempenho, desenvolvendo ações de prevenção ou de correção desses problemas.
As causas dessas dificuldades podem ser de natureza emocional, mental, social ou física. O psicopedagogo dará, então, o diagnóstico e promoverá ações de tratamento. Como se pode notar, a atuação desse profissional é muito importante. Veja onde ele pode trabalhar!

Onde o psicopedagogo pode atuar?

O campo de atuação desse profissional é bastante amplo. Nas escolas, sua função é identificar problemas nos métodos de ensino, nos currículos escolares ou, até mesmo, nas relações pessoais a fim de gerar melhor entendimento entre professores e alunos.
Assim, esse profissional detecta problemas psicopedagógicos que possam interferir no aprendizado do aluno, presta orientação pedagógica para instituições de ensino, auxilia o corpo docente e cria planos de trabalho visando a facilitação do aprendizado e a solução de problemas. O psicopedagogo pode, ainda, contribuir com o sistema educacional, realizando intervenções em busca de reduzir casos de evasão escolar.
Nas empresas, a psicopedagogia visa melhorar a assimilação dos conteúdos e a performance dos funcionários. O profissional pode atuar na área de recursos humanos, prestando assessoria a empresas, órgãos públicos e ONGs.
Nas clínicas e consultórios, ele pode atuar prestando atendimento psicopedagógico — como forma de auxílio extraescolar, por exemplo —, visando solucionar dificuldades no processo de aprendizagem do indivíduo.
O psicopedagogo pode, ainda, ser requisitado na área da saúde, atuando com pacientes em hospitais. Nesse contexto, o profissional trabalha questões ligadas a trauma e doenças que levam à falta de memória, redução da capacidade de aprendizado ou queda no desempenho funcional.
De todo o seu campo de atuação, a psicopedagogia clínica e a institucional são as principais. Por isso, saiba mais suas características e as diferenças entre elas!

Diferenças entre psicopedagogo clínico e institucional

O psicopedagogo clínico atende em consultórios e trabalha com cada paciente individualmente. Sua função é investigar as causas e buscar soluções para os problemas de aprendizagem em crianças, adolescentes ou adultos. Nesse sentido, o profissional contribui para manter o estado psicológico saudável do paciente, permitindo-o construir saberes e transformar informações em conhecimento adquirido.
Além de tratamentos, busca desenvolver ações para gerar mudanças comportamentais no paciente e, assim, corrigir e facilitar as dificuldades de assimilação de conteúdos. Muitas vezes, o psicopedagogo clínico atua em conjunto com outros profissionais, como psicólogo, psiquiatra ou fonoaudiólogo, por exemplo.
O psicopedagogo institucional, por sua vez, trabalha com um grupo de pessoas, seja em instituições de ensino, empresas ou hospitais. Dependendo do local de trabalho, sua função é avaliar o comportamento de alunos, pacientes ou funcionários, identificar os fatores que interferem na aprendizagem ou desempenho dessas pessoas e oferecer soluções para a melhora nesse campo.
Nas escolas, ele analisa os mais diversos aspectos da instituição de ensino, prestando, por exemplo, orientação ao quadro docente, auxiliando no planejamento de aulas e desenvolvendo projetos escolares. Nas empresas, ele, geralmente, trabalha no RH, facilitando a compreensão de informações, melhorando o relacionamento entre funcionários e gestores bem como a performance dos colaboradores.

Como é o mercado de trabalho?

A regulamentação da profissão de psicopedagogia foi aprovada em 2014 pelo Senado Federal. De acordo com a legislação, podem atuar no mercado de trabalho como psicopedagogo os profissionais graduados em psicopedagogia, psicologia, pedagogia ou em alguma licenciatura com um posterior curso de especialização em psicopedagogia.
Vale mencionar que, além da demanda pelo profissional nas áreas clínicas, de ensino e em hospitais, as grandes empresas e corporações costumam requerer o psicopedagogo para orientar no processo de contratação de pessoas com alguma deficiência, visto que elas têm garantido por lei uma cota de 5% das vagas de trabalho.
O psicopedagogo também tem ganhado espaço em instituições jurídicas, na área sobre família e infância, no intuito de identificar problemas que porventura uma criança esteja passando no contexto familiar.
Em relação ao salário, a remuneração do psicopedagogo pode variar bastante de acordo com a cidade ou com a área em que o profissional atua. No caso do psicopedagogo clínico, que atende em consultórios, por exemplo, o valor de uma consulta pode variar entre R$ 40 e R$ 170, considerando todo o Brasil. De modo geral, sua remuneração também varia conforme o porte da empresa e seu nível profissional, sendo a média salarial no país aproximadamente R$ 3300.
Para quem tem interesse em dar continuidade à sua formação ou dar início a essa carreira, existe a opção de fazer uma pós-graduação lato sensu em psicopedagogia institucional. Trata-se de uma especialização que tem a duração de apenas dois semestres e pode ser feita por meio do ensino a distância.
O curso forma profissionais aptos a realizar intervenções psicopedagógicas em instituições de ensino, hospitais e organizações empresariais, seja na esfera pública ou privada. A formação também capacita o psicopedagogo institucional a atuar na educação de pessoas com necessidades especiais, em áreas de neuropsicopedagogia ou relacionadas ao desenvolvimento psicomotor.
Como você viu, esta é uma importante área, que contribui para um processo saudável de aprendizagem, ajudando o ser humano a desenvolver melhor suas potencialidades. Agora que você já sabe o que é psicopedagogia, saiba mais sobre pós-graduação, especialização e MBA e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto para iniciar essa carreira!

quinta-feira, 7 de junho de 2018

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Leitura de Imagens

Ao lermos um texto, muitas vezes, não damos importância às imagens que ele apresenta. Ao contrário do que pensamos, essas não são meramente ilustrativas, pois trazem informações importantes acerca do assunto abordado.
Em provas de vestibular é comum que as figuras apareçam como forma de trazer dados que nem sempre estão no texto, justamente para dificultar o trabalho do estudante, podendo ser vistas como um “pega”, logicamente a quem não se importar em avaliá-las.
Na verdade, as leituras de imagens fazem parte de nossas vidas. Quando olhamos um quadro tentamos imaginar o que o pintor retratou ali, nos reportamos à época do mesmo, avaliamos suas características gerais e individuais, sejam elas de objetos, paisagens, pessoas, animais, alimentos, etc. Dessa forma, identificamos os elementos ali presentes, se estão vivos ou mortos, se estão estáticos ou se movem e conseguimos até mesmo imaginar o que as pessoas conversavam.

A imagem trás dados importantes para se sair bem na prova
Interpretar uma figura durante uma prova não é diferente, é preciso utilizar esses mesmos recursos visuais e imaginários, relacionando-os aos conhecimentos próprios.
Fazer a interpretação de um gráfico pode levar o aluno a se diferenciar de seus concorrentes, que não olham para o mesmo, pois consideram perda de tempo.
Algumas questões aparecem com dois ou três gráficos para que os alunos façam uma comparação entre ambos e descrevam o que entenderam sobre cada um.
Se você não estiver acostumado a olhar e analisar imagens, é bom se voltar para estas durante a realização das provas, já que tem relevante valor de interpretação, além de trazer elementos que muitas vezes auxilia na leitura do texto.
Se fizer a leitura da imagem antes de ler o texto, essa facilitará na compreensão do mesmo, visto que você já conseguiu coletar dados relevantes
Mas fique atento para não perder informações, treine, observe, busque aumentar sua percepção diante de figuras. Exercite sua percepção todos os dias até a chegada das provas.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
REFERÊNCIA:https://brasilescola.uol.com.br/educacao/leitura-imagens.htm

terça-feira, 5 de junho de 2018




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Resultado de imagem para a importancia da biblioteca na escola

"Por que a sua escola deveria ter uma biblioteca?"

POR RICARDO FALZETTA
Biblioteca escolar
A resposta poderia começar com uma explicação bem direta: porque está na lei Nº 12.244, promulgada em 2010. Mas a legislação para bibliotecas escolares é apenas o fim de uma longa história por trás do direito ao livro. É preciso, sobretudo, compreender o direito à arte, à cultura e à informação que as bibliotecas proporcionam e o papel da escola nesse cenário.
Apesar de sermos um País democrático, há pouca democracia no acesso a espaços culturais, muitas vezes reservados a grupos sociais com maior poder aquisitivo ou onde a mobilidade seja mais fácil, como nos grandes centros urbanos. Segundo dados do IBGE de 2015, poucas cidades brasileiras dispõem de museus (37%), teatros (23,4%) ou cinemas (10,5%).
O mundo digital, apesar da potência para disseminar cultura e conhecimento, também está distante de boa parte das crianças e jovens de escolas públicas devido à má qualidade do acesso à internet e da falta de preparo para lidar com a cultura digital. Apenas 56% das escolas públicas utilizam os laboratórios de informática disponíveis, de acordo com a recém divulgada pesquisa TIC Educação 2016.
Outro dado interessante é o da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2015 que aponta que 30% da população brasileira nunca comprou um livro. Isso é compreensível, dado que, por uma série de fatores que vão desde as pequenas tiragens até o custo da matéria-prima, o livro ainda é artigo de luxo por aqui.
É nessa aridez de circulação de ideias e arte, portanto, que as bibliotecas escolares surgem não apenas como equipamentos fundamentais para o incentivo às práticas de leitura como também espaço de contato com diferentes suportes tecnológicos e diversidade cultural, como pontua Sandra Medrano, coordenadora pedagógica daComunidade Educativa CEDAC.
Os dois modelos presentes nas escolas brasileiras são as salas de leitura e as bibliotecas. O primeiro não exige bibliotecário e o segundo, sim. Independentemente disso, os dois funcionam como canais de promoção da leitura e da cultura e devem estar presentes em todos os estabelecimentos de ensino. Mas não é isso o que acontece. Segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica, do Todos Pela Educação, em parceria com a Editora Moderna, apenas 13,3% das pré-escolas têm salas de leitura; 46,4% das escolas de Ensino Fundamental têm bibliotecas ou salas de leitura; no Ensino Médio, o índice é de 86,5%.
Além disso, ter o espaço não é tudo. Dada sua centralidade na democratização do saber e da fruição estética, as bibliotecas ou salas de leitura precisam contar com acervos, equipamentos e profissionais de qualidade. Medrano descreve algo que em nada lembra o modelo que vem à mente de muitos quando se fala de bibliotecas:
- Deve ter uma variedade de materiais impressos e digitais: livros, revistas, jornais, gibis, folhetos, fanzines, considerando a diversidade de gêneros e a diversidade da produção.
- Deve contar com meios para acesso às produções e às novas formas de leitura, computadores, tablets, leitores digitais e com formas para produção e compartilhamento de informações, como projetores, filmadoras, copiadoras, máquinas fotográficas etc.
- É preciso contar com uma equipe de profissionais formada e consciente de suas atribuições como mediadores e formadores de leitores. Profissionais que possam criar e propor atividades de exploração e apropriação dos acervos e também de buscas de novas fontes, que formem estudantes interessados pela informação.
- O local também deve contar com espaço para exposição e acesso facilitado aos acervos (físicos e digitais) e equipamentos, mobiliário que permita o manuseio.
Dessa maneira, não se trata de juntar num canto uma série de livros que logo se transformam em depósito de poeira. Christine Fontelles, outra especialista no assunto e coordenadora da campanha "Eu Quero Minha Biblioteca", além de endossar todos os pontos levantados por Medrano também destaca a importância da abertura das bibliotecas escolares à comunidade. Esse equipamento deve permitir que os livros circulem entre alunos e pais (seja via empréstimo, seja em atividades de compartilhamento de leitura), fortalecendo uma comunidade leitora mais ampla. Na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, acontece uma experiência inspiradora. 
A rede municipal de ensino oferta, desde 2007, as Bibliotecas Escolares Interativas (BEIS) que abrem uma vez por semana para que pais e vizinhos possam utilizar o espaço e fazer empréstimos.
A sala de leitura ou biblioteca também deve estar orientada ao público que ela atende, é o que pontua Fontelles, fornecendo um acervo com obras que atendam à demanda dos frequentadores, sem deixar de lado a qualidade literária, e organizado de maneira a facilitar o acesso – por exemplo:  acervos com sessões separadas por cores.
Caso a escola de sua comunidade não tenha biblioteca ou o potencial da existente esteja sendo mal explorado, fale com a direção da escola. Vale ressaltar que as creches e pré-escolas também devem possuir salas de leitura ou bibliotecas, pois a cultura escrita não tem idade e quanto mais cedo o contato com ela maiores as chances de desenvolver bem o hábito leitor.
Como foi citado no início do texto, a biblioteca escolar é assegurada em lei e deve ser universalizada até 2020. Apesar disso, nem mesmo o Governo Federal, responsável pela compra dos acervos, tem colocado esses equipamentos em sua lista de prioridades. Desde 2013, o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) está paralisado e não compra livros.
Sociedade e poder público devem trabalhar juntos pela universalização e garantia de qualidade das bibliotecas escolares e salas de leitura. Negligenciá-las é negar uma Educação Integral, o direito à arte e à cultura.

*Com a colaboração de Pricilla Kesley, jornalista do Todos Pela Educação


REFERÊNCIA:https://blogs.oglobo.globo.com/todos-pela-educacao/post/porque-sua-escola-deveria-ter-uma-biblioteca.html


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